Ontem fui assistir ao filme Truman pela quinta vez, e não parei de chorar, quer dizer, de pensar nos amigos. Esse tema, o da amizade, tem mexido mais comigo agora. Truman é sobre uma amizade profunda. E quando o filme acaba, eu quero aquela amizade para mim. Mas, talvez, algum amigo, ou eu mesmo, ainda precise enfrentar a dor vivida no filme para a gente testar nossa profundeza. Pois, na história, um dos amigos está morrendo, o outro vem visitá-lo e, em vez de dor e sofrimento, eles celebram a amizade que tiveram, enquanto decidem a coisa mais difícil para o que vai morrer: com quem fica o seu cachorro? Também é um filme divertido, que me fez querer viver a amizade agora, com os amigos ainda bem vivos. Mas eu tenho um amigo como o do filme? Então eu quero um novo amigo, mas... A gente não pergunta mais o nome das pessoas como perguntava antes. A maioria dos nomes a gente já viu no perfil das redes, no aplicativo de mensagens, nos e-mails. Essa é uma pesquisa que precisa ser feita: quantas pessoas ainda perguntam nomes? Há quanto tempo eu não pergunto um nome? Há quanto tempo eu não digo: “Meu nome é Luca, e o seu?”