Conforme prometi há duas semanas, e promessa é dívida (e não dúvida, como dizia um conhecido meu), volto a me ocupar do romance Vulgo Grace, da canadense Margaret Atwood. Não custa repetir que o livro foi lançado no Brasil pela editora Rocco, com tradução de Geni Hirata, e é um dos melhores da autora. Recomeçando de onde parei: o que Grace conta a Jordan e a nós, leitores? Que, norte-irlandesa, emigrou com a família para o Canadá em meados do século 19. Que a mãe morreu durante a penosa travessia de navio. Que o pai era um indivíduo alcoólatra e perdulário. Que a situação da família, que nunca fora das melhores, degenerou rapidamente e Grace se viu obrigada a trabalhar como criada. Que ela passou por diversas casas, sofreu outra perda traumática, da única amiga que tinha no mundo, e só então conseguiu emprego na propriedade de Thomas Kinnear, onde se deu os crimes.