Há pouco tempo, quem passava pela Avenida Araguaia talvez nem reparasse na casa recuada, de fachada clara e linhas modernistas. Por cerca de uma década, o imóvel permaneceu praticamente esquecido no corre-corre do Centro. Hoje, a edificação voltou a abrir suas portas. Lá dentro, há café, bar, discos, obras de artistas goianos, móveis de época e uma escada que leva a outros ambientes ainda em processo de ocupação. A transformação é parte de um movimento que começa a devolver vida a antigas residências e outros imóveis da região histórica de Goiânia. O que acontece agora na Araguaia é parte de um movimento de requalificação que tem redesenhado o Centro. Casas construídas nos primeiros anos da capital, antes destinadas à moradia, ganham novas funções pelas mãos de pessoas, principalmente jovens, interessadas em movimentar a região e devolver movimento a seus espaços. Gastronomia, bem-estar, música, dança e cultura passam a dividir lugar com a arquitetura de outras décadas.