Há 25 anos, Thalita Rebouças subiu em uma cadeira para chamar a atenção do público e vender seus livros. Hoje, é ela quem atrai multidões nas bienais e feiras literárias pelo Brasil. A cena aconteceu, na primeira participação da escritora na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, quando, depois de passar cerca de uma hora sem vender um exemplar, decidiu encontrar um jeito de ser vista. A estratégia improvisada marcou o início de uma trajetória que transformaria Thalita, um dos destaques do 4º Circuito Literário promovido pelo Sesc Goiás, em um fenômeno da literatura juvenil brasileira. Autora de Fala Sério, Mãe!, Tudo por um Pop Star e dezenas de outros livros, ela já ultrapassou a marca de 2,3 milhões de exemplares vendidos no Brasil, além de ter obras adaptadas para o teatro, o cinema e o streaming. Mas a jornalista que deixou as redações para se dedicar à literatura nunca abandonou a disposição de ir atrás do leitor. A própria Thalita resume essa postura ao aconselhar escritores iniciantes a serem seus “próprios outdoors” e a encontrar sua própria cadeira para conquistar espaço em um mercado disputado. Aos 50 anos, ela vive uma nova fase de expansão da carreira, agora também como atriz, autora de teatro e roteirista de séries. Em Felicidade Inegociável e Outras Rimas, experimenta a autoficção para falar de perdas, lutos, separações e relações pessoais. Em Diário de Uma Garota Esquisita, aproxima ainda mais o leitor ao abrir espaço para que ele escreva dentro do próprio livro. A escritora também transformou em causa uma experiência pessoal: a decisão de não ser mãe e a cobrança que enfrentou por isso. Em entrevista ao POPULAR, Thalita falou sobre as escolhas que marcaram essa nova fase da carreira, a relação com os leitores e a coragem de se expor cada vez mais na própria obra. Confira.