Nesta segunda-feira (20), a TV Globo exibe o especial Falas da Terra com o documentário Eu Nativo em celebração ao Dia dos Povos Indígenas, comemorado em 19 de abril. Em sua sexta edição, o projeto Falas segue abrindo espaço no horário nobre para documentários independentes que retratam diferentes realidades do país. Selecionada por um comitê de curadoria composto por talentos, criadores, representantes indígenas e profissionais da Globo, a produção vai ao ar após o Big Brother Brasil 26.Dirigido por Ulisses Rocha, o documentário Eu Nativo apresenta aspectos da vida indígena de diferentes tribos do Norte e Nordeste do Brasil: os Kayapó, Pankararu, Funil-Ô, Tabajara e Potiguara. Por meio de paisagens, relatos e vivências, a obra propõe reflexões sobre identidade, preconceito e discriminação enfrentados por esses povos.A produção foi escolhida por um comitê formado pela atriz Mell Muzzillo, que vive a Maggye de Três Graças, a cantora Kaê Guajajara, a bióloga e ativista indígena Samela Sateré Mawé, o influenciador digital Tukumã Pataxó, a escritora e psicóloga Geni Núñez, além de jornalistas e executivos da Globo, como Cristovam Ferrara, Fátima Baptista, Valeria Oliveira e Marcos Britto.O projeto Falas chega renovado em sua sexta edição e passa a funcionar como uma plataforma de conexão com documentaristas de todo o Brasil, resultado da parceria entre o HUB de Diversidade dos Estúdios Globo e a TV Globo. Ao longo do ano, especiais como Falas Femininas, Falas da Terra, Falas do Orgulho, Falas da Vida, Falas de Acesso e Falas Negras, exibem obras nacionais alinhadas a cada temática, todas avaliadas por um comitê composto por executivos, criadores e talentos convidados.Ao ampliar o espaço para produções independentes no horário nobre, o projeto também contribui para diversificar as narrativas presentes na televisão aberta, aproximando o público de histórias que muitas vezes ficam restritas a circuitos alternativos. A iniciativa reforça o papel da TV como agente de diálogo e reflexão social.Com Eu Nativo, a proposta ganha ainda mais força ao trazer protagonismo indígena para o centro da narrativa, estimulando uma escuta mais atenta e respeitosa sobre esses povos. A expectativa é que o especial provoque não apenas identificação, mas também questionamentos sobre o lugar das culturas originárias no Brasil contemporâneo.