Uma das frases mais repetidas nos Estados Unidos da América ao longo de sua história certamente é God bless America. Nesse pedido de benção à nação fundada há 250 anos e que se tornou a maior potência econômica e militar do mundo, há uma série de símbolos. Antiga colônia inglesa, com rincões franceses, espanhóis, holandeses e até suecos, o país, cuja independência foi declarada em 4 de julho de 1776, passou a conduzir os destinos de muitas partes do planeta. O lema religioso revela o peso dos protestantes na construção da nação. Uma oração que se estende para os projetos empreendedores de homens e mulheres que enfrentaram obstáculos para obter sucesso, na mentalidade do self-made man, valorizando a iniciativa pessoal. É o sonho americano que, claro, tem muito de mito. Mas no mito também se consolida um imaginário e isso foi feito já pelos chamados “pais fundadores”. Com base religiosa e uma Constituição que passou a ser modelo das democracias nos séculos seguintes, os EUA, a partir de guerras e revoluções desde sua criação, invadiram a cultura de outros povos. Sua guerra de independência contra a Inglaterra inspirou movimentos como a própria Revolução Francesa, 13 anos depois. Seus estatutos, que uniram liberdade de expressão e de iniciativa e uma moral religiosa puritana, foram reproduzidos ao redor do globo. Seus métodos de imposição da vontade por meio da força ainda hoje vigoram. Os temas sensíveis discutidos em suas fronteiras impactam outras nações. E, claro, sua cultura foi uma ponta de lança desse predomínio global.