Os muros às margens do Rio Vermelho, na cidade de Goiás, se tornaram testemunhas da trajetória única do artista plástico Veiga Valle (1806-1874), revelando as nuances de sua genialidade. Nove fotografias que capturam a fé dos goianos adornam a Galeria Beira Rio, fachada externa do Instituto Biapó e do Museu Casa de Cora Coralina, transportando os visitantes para o seu universo criativo. Os registros são do fotógrafo Paulo Rezende e a curadoria é de PX Silveira. A exposição de longa duração marca o início das celebrações dos 150 anos da morte de um dos principais nomes das artes de Goiás. “Veiga Valle é um artista santeiro que se destaca enormemente pelo detalhamento, planejamento e pela técnica apurada que utilizava na produção de suas obras. Elas são fantásticas do ponto de vista do acabamento, algo que os estudiosos ficam perplexos quando as analisam, considerando que não existem registros que o artista tenha atravessado as fronteiras de Goiás para aprender isso. Tudo isso fez com que ele se transformasse em um dos ícones da nossa história, porque antes dele talvez não existisse uma produção. Ele é o início de tudo”, destaca PX Silveira, que é coordenador do Instituto Biapó.