A sensibilidade dos traços que retratam a perfeição da natureza é o que o público poderá conferir na exposição coletiva Impressões do Cerrado que será aberta hoje, a partir das 19 horas, no Museu de Arte de Goiânia (MAG). São flores, frutos e animais, todos típicos da região Central do País, em trabalhos feitos na técnica aquarela, que ganharam luz e cor nas mãos de 22 artistas plásticos oriundos de Goiânia, Anápolis, Tocantins e do Distrito Federal. A mostra, com entrada franca, fica aberta para visitação até 20 de maio.Entram em cartaz pouco mais de 160 aquarelas de artistas divididas em painéis nas dependências das salas do museu, com temas como botânica, frutos e flores, fungos, mamíferos, insetos e outros. O Cerrado está representado nas capivaras de Doris Castro Pereira, na flor e fruto, de Gercina Borges, no tatu-bola, de Ivone Lyra, no sabiá do campo, de Izabel Baiocchi, no caburé, de Terezinha Cardoso, na cutia, de Wilma Ander, nos cogumelos, de José Carlos Menezes, na alma de gato, de Olga Castro Pedrosa, e na bromélia, de Zenilton Gayoso.O principal nome da mostra é o professor goiano Álvaro Nunes, considerado um dos melhores ilustradores da fauna e da flora do Brasil e com obras em importantes coleções no exterior, como em museus e galerias dos Estados Unidos e da Inglaterra. Ele, que é vencedor do prêmio Jabuti em 1998, teve dois trabalhos premiados pelo New York State Museum, uma das mais respeitadas instituições no âmbito da história natural em todo o mundo. A principal característica da sua obra é a preservação do meio ambiente.O trabalho de Álvaro Nunes sempre esteve voltado para a pesquisa de botânica, como nas ilustrações da Canela de Ema (Vellozia flavicans), espécie nativa do Cerrado, e também na fauna, retratando espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e a arara-canindé. A precisão e a fidelidade dos trabalhos são impressionantes. “Considero a minha obra muito mais científica do que artística. O que faço funciona como uma maneira de despertar e até mesmo ampliar a consciência da comunidade em prol da preservação”, diz o artista plástico.Natural de Anápolis, onde reside e mantém um curso de ilustração científica em seu ateliê, Álvaro Nunes dedica-se à capacitação de diversos artistas do Centro-Oeste interessados em difundir a técnica de pintura em aquarela, com ilustrações botânicas e animais. O artista também ministra aulas em na Associação dos Amigos do MAG (Aamag) e em um instituto de estudos em Brasília. “A minha contribuição é formar pessoas que possam ajudar nessa luta”, conta ele, que já emprestou seu dom para registrar espécies em livros.SeleçãoAlém de Álvaro Nunes, integram a exposição dez obras da artista carioca radicada em Goiânia desde os anos 80, Doris Pereira, que foi professora de gravura da UFG e participou de exposições no Brasil e EUA. Entre outras obras, ela apresenta a capivara, a laranjeira e o tamanduá-bandeira. Em artes visuais, cursou desenho, pintura e aquarela no período que morou no exterior e atualmente é membro da Associação dos Ilustradores Científicos do Centro-Oeste (Aiccob). Ela começou a fazer ilustrações científicas há cerca de cinco anos.Também fazem parte da exposição nomes como da goiana de Rio Verde Newma Gusmão Lima. Graduada em Artes Visuais pela UFG, com especialização em gravura, ela participou de mostras no Brasil e, em 2014, foi premiada no 23º Salão de Ilustração Científica em Nova York (EUA). A seleção conta ainda com obras dos goianos Carlene Neves, Malu Vaz, Sandra Moreira Damascena, Wilson Miguel da Cunha e dos artistas radicados em Goiânia Hozana Braga (TO), Natasha Oshino (MT), Luciana Pitaluga (SP) e Lúcia Leonel (MG).-Imagem (Image_1.1500407)-Imagem (Image_1.1500409)-Imagem (Image_1.1500404)-Imagem (Image_1.1500408)-Imagem (Image_1.1500405)-Imagem (Image_1.1500402)-Imagem (Image_1.1500411)-Imagem (Image_1.1500406)-Imagem (1.1500576)