O artista plástico goiano Siron Franco pintou feridas que o presente ainda não cicatrizou. Nas telas que produziu entre os anos 1960 e 1980, o artista registrou, entre outros temas, a brutalidade da ditadura militar, o terror invisível do césio 137 e a violência sistemática contra as mulheres. A partir do dia 6 de maio, mais de 100 dessas obras poderão ser vistas na Vila Cultural Cora Coralina, na exposição Expressões. A entrada é franca. “Eu sinto que a minha obra resiste”, avaliou Siron, em entrevista ao POPULAR. “Sempre lidei com temas humanos, muitas vezes atravessados pela violência no nosso País, que infelizmente só aumentou.” Siron não tem dúvida da atualidade do trabalho produzido há mais de 40 anos e o parâmetro que usa para se situar é alto. “A Mona Lisa existe há cinco séculos e ainda move multidões. A arte não é uma questão de moda. Quem entra na moda, sai de moda. Não é o meu caso."