"Todo o nosso festival é pensado, na prática, como uma ilha de resistência contra o conservadorismo e o preconceito”, explica Cristiano Sousa, idealizador do DIGO - Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás que começa nesta quinta-feira (18). A 12ª edição começa com uma proposta que mira o futuro sem perder de vista a função histórica de ampliar espaços. Considerado o maior festival de cinema LGBTI+ do Centro-Oeste, o evento segue até domingo (21) em Goiânia e Anápolis, reunindo mostras competitivas, oficinas, debates e atividades formativas. Neste ano, o festival alcançou um marco inédito na própria história: recebeu quase 800 inscrições e selecionou 52 produções para a programação. Para Cristiano, esse número traduz um amadurecimento que demorou para chegar. Ele lembra que produções com temática LGBTI+ sempre existiram, mas faltava onde exibi-las, e que os longas-metragens dentro desse recorte eram raríssimos até pouco tempo atrás. "O que esse crescimento revela hoje é o amadurecimento impressionante dessas produções", explica.