Foi em uma pequena sala do Sesc da Rua Augusta, em São Paulo, há cerca de 15 anos, que nasceu a ideia do OUVE Festival. Na plateia de uma sessão do In-Edit Brasil, mostra internacional dedicada a documentários musicais, a produtora Fernanda Assis saiu do cinema com a sensação de que a história ainda não havia terminado. “Saí com vontade de dar de cara com um palco e ver aquele pessoal fazendo um show ali naquela hora”, recorda. A inquietação permaneceu por anos, transformou-se em um projeto, enfrentou uma longa trajetória de editais e “muitas derrotas” até ganhar vida na primeira edição do festival, realizada em Goiânia, em 2018. A partir de quarta-feira (5), o OUVE volta ao Teatro Sesi para a segunda edição propondo uma experiência que une cinema e música ao vivo. A cada noite, um documentário dedicado a um artista brasileiro é exibido e, logo em seguida, o público acompanha um show inspirado na obra retratada. “O filme não traz a essência da música do artista, e o show não traz a essência da vida e da obra dele. Então, é um complementando o outro”, explica Fernanda.