Ao cruzar uma estrada na paisagem rural de Catalão, interior de Goiás, Antônio se depara com o corpo de um motoqueiro estirado no asfalto, colorido de vermelho sangue. Ele leva o rapaz para casa, o desnuda e passeia com um pano das feridas em seu ombro aos pelos da virilha. Em "Apenas Coisas Boas", a nudez não é castigada. Aquela interação entre os desconhecidos preenche o vazio dos personagens, que passam a protagonizar um amor gay numa parte do país que não costuma servir de cenário para esse tipo de narrativa. Daniel Nolasco, em seu novo filme, mais uma vez desloca o sexo e o afeto homossexuais dos grandes centros urbanos. Por metade de "Apenas Coisas Boas", ele acompanha Antônio e Marcelo se banhando nus numa lagoa ou deitando na grama sob o sol, num cenário rural que evoca o faroeste. Fica 2026 premia vencedores e encerra edição com show de Marcelo Falcão neste domingo (21)