Muito antes de os perfumes árabes viralizarem nas redes sociais, a perita criminal Gyzele Xavier já explorava esse universo. Apaixonada por aromas desde a infância, ela lembra das brincadeiras em que misturava flores, folhas e até terra para criar perfumes improvisados ao lado do irmão. “Achava lindo ver minha mãe e minhas tias se perfumando”, recorda. O interesse se transformou em estudo quando passou a pesquisar óleos essenciais durante um curso de acupuntura e medicina tradicional chinesa. Foi aí que conheceu a perfumaria árabe de nicho, representada por marcas como Amouage, Nishane e Kayali. “São perfumes extremamente exclusivos, produzidos com matérias-primas de altíssima qualidade e que muitas vezes funcionam como verdadeiras expressões artísticas”, afirma. Essas casas tradicionais, diz ela, preservam a identidade oriental nas composições e frequentemente influenciam tendências que depois chegam ao restante do mercado. Nos últimos anos, uma geração de marcas árabes, especialmente dos Emirados Árabes Unidos, com qualidade, alta fixação e preços mais acessíveis como Lattafa, Al Wataniah e Armaf ganharam o público. “Muitas dessas fragrâncias são inspiradas em perfumes de nicho ou em grandes sucessos internacionais, mas custam uma fração do valor”, explica. A coleção de frascos não para de crescer.