Quando o poeta, ensaísta e professor Gilberto Mendonça Teles morreu, em dezembro de 2024, algumas operações complexas visando a preservação da memória de um dos principais nomes da literatura goiana nas últimas décadas foram deflagradas. A partir de pedidos pessoais feitos pelo próprio autor, que morava no Rio de Janeiro, mas que ainda ministrava aulas no Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), seu acervo pessoal, que incluía uma boa parte da biblioteca que reuniu em décadas de atuação, além de objetos e originais de suas obras, tinha um destino certo: Goiás. Ele também desejava ser sepultado aqui, no estado onde nasceu em 1931, na cidade de Bela Vista. Ambos os desejos foram atendidos. Parte desse esforço de repatriação de um material precioso para pesquisadores que trabalham com a produção de Gilberto Mendonça Teles – que inclui dezenas de títulos publicados em poesia, crítica literária, estudos culturais, ensaios e memórias – poderá ser visto a partir desta quinta-feira (28) na abertura do 7º Encontro Nacional de Escritores, promovido pela União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE Goiás), no Sesc Cidadania, no Jardim América. Às 13h30, será lançado o Memorial que leva o nome do autor, com a exposição de diversos itens desse acervo. Lá estarão, por exemplo, diários, livros com anotações, os prêmios nacionais, além de objetos pessoais, como seus óculos de leitura e sua antiga máquina de datilografia.