Na terra onde o Brasil conquistou o tricampeonato, o Globo Repórter inicia uma jornada de descobertas pelo México. Exibidas nesta sexta-feira (29) e na próxima (5 de junho), as reportagens revelam um país de tradições vivas, contrastes e identidades marcantes. Em uma viagem de 20 dias e 1.200 quilômetros percorridos do centro ao norte, Sandra Annenberg e equipe exploram a riqueza histórica e cultural de uma nação que transformou cores em identidade.“Fiquei encantada com o carinho do povo mexicano e com o orgulho que têm da própria história. Eles valorizam suas raízes e tradições de uma forma que emociona. É muito bonito ver como celebram a ancestralidade e reconhecem a força do seu passado. Esse olhar para o próprio povo transforma o país em um verdadeiro cartão-postal, algo que também podemos resgatar”, diz Sandra. A jornada passa pelas três cidades mexicanas que serão sedes da Copa do Mundo: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey.A viagem começa no coração histórico da Cidade do México, no Zócalo, oficialmente Plaza de la Constitución, onde a fé ancestral indígena resiste. Aos pés da Catedral Metropolitana, o povo celebra a Mãe Terra e reverencia seus antepassados. Lá, mais da metade dos mexicanos vive do trabalho informal. Ainda no Zócalo, Sandra e equipe acompanham a maior aula de futebol do mundo, em um espaço equivalente a seis gramados oficiais, reunindo cerca de 10 mil pessoas prontas para bater bola e entrar para a história.Um ano antes da segunda Copa no México, no dia 19 de setembro de 1985, um terremoto devastador deixou milhares de mortos e feridos. Entre as histórias de sobrevivência estão os chamados bebês-milagrosos. Um deles, Jesús Francisco, relembra à apresentadora os momentos do resgate. Hoje, ele atua na proteção civil, orientando a população sobre prevenção e segurança em áreas de risco.O programa também revela como a atual Cidade do México foi construída sobre as ruínas de Tenochtitlán, antiga capital do Império Asteca. A cerca de duas horas dali, em San Martín de las Pirámides, Sandra Annenberg faz seu primeiro voo de balão sobre Teotihuacán e compartilha a emoção de sobrevoar a chamada Cidade dos Deuses. “É impressionante o que o ser humano construiu ali. Poder ver tudo do alto, em um lugar tão sagrado, foi inesquecível”, afirma Sandra.A viagem explora as grandes paixões mexicanas: o futebol, os sabores e a cultura popular. A lucha libre ganha destaque com toda a sua energia na Arena México, entre máscaras lendárias e a força feminina representada por lutadoras como a psicóloga Sanely. No primeiro programa, a jornada pelo país também homenageia Frida Kahlo, em uma visita à Casa Azul, onde a dor se transformou em arte e símbolo de resistência. A influência da artista ecoa até hoje, inclusive na ascensão da primeira mulher à presidência do México, Claudia Sheinbaum.A reportagem ainda apresenta a história de Olívia Trujillo, costureira responsável por traduzir a identidade mexicana nas roupas da presidente, e revela uma curiosa conexão com o Brasil: a admiração da artesã pelas músicas de Roberto Carlos, trilha sonora de décadas de trabalho com linha e agulha.