O Globo Repórter desta sexta-feira (17) apresenta um retrato atual de um fenômeno em expansão: a superexposição nas redes sociais e os impactos na vida real. Ouvindo histórias de influenciadores de diferentes regiões do Brasil, a edição mostra como as plataformas digitais se tornaram mais do que vitrines virtuais, mas espaços de trabalho, expressão cultural e conexão humana. O programa é uma parceria com a EPTV Campinas, afiliada da Globo.Ex-participantes do Big Brother Brasil, Viih Tube e Eliezer se tornaram referências de uma geração que profissionalizou a presença digital. Ao Globo Repórter, o casal fala sobre a rotina de gravação, com cerca de 30 vídeos produzidos por semana, e sobre a relação direta entre vida pessoal e conteúdo, que vai do dia a dia do casal à criação dos filhos.Viih Tube, que iniciou a carreira na internet aos 12 anos e já era influenciadora profissional quando entrou no BBB, em 2021, destaca a responsabilidade que acompanha a grande visibilidade. Hoje, ela é a ex-BBB com o maior número de seguidores nas redes sociais, somando quase 33 milhões em uma única plataforma. Eliezer, participante do reality em 2022, relembra o impacto de deixar o anonimato da noite para o dia. Fora da casa, os dois se conheceram, começaram a namorar e Viih passou a ajudá-lo a entender esse novo mundo. “Hoje eu tenho muito cuidado, porque tenho mais noção da responsabilidade. Existe uma dupla interpretação de tudo o que a gente posta. Hoje em dia existe um filtro.” Ao repórter Paulo Gonçalves, eles contam como os filhos mudaram o formato do conteúdo que produziam. “Quando nossos filhos nasceram a gente começou a entender que tudo refletia neles”, afirma Eliezer.No Rio de Janeiro, a repórter Monica Teixeira acompanha o dia a dia do influenciador Ruan Gabriel da Silva Juliet, conhecido como Ruan Juliet, morador da Rocinha. Há cerca de seis anos, ele transformou a maior favela do País em uma verdadeira “casa de vidro”, compartilhando com mais de 900 mil seguidores a rotina, as curiosidades e a realidade da comunidade onde nasceu e cresceu. “Eu não mostro a Rocinha só por mostrar. Eu mostro porque quero que as pessoas vivam o que eu vivo”, diz. Sem roteiros ou filtros, Ruan usa as redes como ferramenta para alcançar um sonho pessoal: construir uma casa para os pais.Já na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, o programa apresenta a trajetória de Maria do Carmo, a Ruiva da Roça. Moradora de uma pequena cidade do interior, ela conquistou mais de 5 milhões de inscritos em uma rede social e soma mais de 4 bilhões de visualizações com vídeos sobre a vida simples no campo. Ao Globo Repórter, Maria conta como concilia a exposição digital com a vida pessoal e aponta a autenticidade como principal diferencial do seu conteúdo.No coração da Amazônia, as irmãs Fabíola e Fabiane Pedrosa mostram a força da mulher ribeirinha. Moradoras da comunidade Santa Luzia do Baré, no Lago Amanã, em Maraã, no Amazonas, elas passaram a registrar a rotina local com foco na cultura, na culinária e nas tradições regionais. O conteúdo alcançou repercussão internacional e ultrapassa 150 milhões de visualizações em uma única plataforma. À repórter Ruthiene Bindá, da Rede Amazônica, afiliada da Globo no Amazonas, elas falam sobre orgulho, representatividade e os desafios da exposição. Outra história que será contada é a de Luiz Fernando Sanches, conhecido como Gari Gato, morador de Araras, no interior de São Paulo. Com música, dança e bom humor, Luiz transformou a rotina da limpeza urbana em conteúdo que viralizou nas redes sociais. O sucesso foi tanto que seus vídeos já foram compartilhados por artistas internacionais, como a cantora Cyndi Lauper. No programa, ele fala sobre como a visibilidade ajudou a mudar a percepção da sociedade sobre a sua profissão. “O trabalho do coletor de lixo não é valorizado. Com os vídeos, isso mudou. Hoje as pessoas saem de casa para elogiar”, conta.