Daqui uma semana saberemos se o cinema brasileiro vai conquistar o segundo Oscar de sua história. A concorrência está dura, mas há chances reais de isso acontecer. Depois da apoteótica vitória de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, no ano passado na categoria de melhor filme internacional, voltamos à corrida este ano com ainda mais indicações. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, concorre nas categorias de melhor filme, melhor filme internacional, melhor elenco e ator, com Wagner Moura. Além disso, Adolpho Veloso é nome forte na disputa de melhor fotografia por seu trabalho no belo Sonho de Trem. É um dos melhores momentos do cinema nacional no cenário global, mantendo uma tradição que poderia ter começado antes, inclusive com um Oscar. Ao todo, na categoria de melhor filme internacional do Oscar, o Brasil tem seis indicações. Estivemos na disputa com O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, em 1963 (primeira indicação para um filme sul-americano); com O Quatrilho, de Fábio Barreto, em 1996; com O que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto, em 1998; com Central do Brasil, de Walter Salles, em 1999; com Ainda Estou Aqui, também de Walter Salles, no ano passado; e, finalmente, com O Agente Secreto neste ano. Houve mais indicações em outras categorias, como Cidade de Deus, em 2004, produção nacional que concorreu a melhor direção (Fernando Meirelles), roteiro adaptado, montagem e fotografia. Também já fomos indicados a melhor documentário (Democracia em Vertigem, de Petra Costa, em 2020).