A artista plástica Helena Vasconcelos foi uma das premiadas na 7ª edição do Festival Internacional de Arte Naif (FIAN 2026), realizado em Guarabira (PB). Representando Goiás, ela participou com a obra Araguaia, Quem é o Culpado?, que dialoga com o tema desta edição, Naifs pelo Clima: o Aquecimento Global. O festival reuniu 80 artistas de diferentes estados brasileiros e de países como Holanda, Argentina, Venezuela e Cuba, consolidando-se como uma das principais vitrines da arte naif contemporânea na América Latina.O reconhecimento nacional soma-se a outra conquista recente da artista: a seleção para o 3º Encontro Nacional de Artistas Naifs do Centro-Oeste (ENANC), realizado em agosto e que reúne representantes de diversos estados brasileiros em uma programação voltada à valorização e difusão da arte naif. Radicada em Goiânia desde 1976, Helena Vasconcelos é reconhecida por transformar em pintura as paisagens, tradições e manifestações culturais do Centro-Oeste brasileiro.Graduada em História, com especialização em Arte Barroca e História da Arte pela UFMG, desenvolve uma produção marcada pela valorização da memória, do folclore, das festas populares e das matrizes africanas, indígenas e portuguesas que compõem a identidade cultural goiana. A premiação reforça o momento de projeção da artista, que recentemente apresentou no Museu de Arte de Goiânia (MAG) a exposição Raízes Encontradas em Goiás. Com obras que abordam pertencimento, ancestralidade e preservação cultural, Helena tem consolidado uma trajetória de destaque na arte naïf brasileira, levando temas ligados à cultura popular e às questões socioambientais para exposições e festivais dentro e fora do País.A sua primeira mostra individual foi em 2004, época também da conquista do primeiro prêmio, durante o 14º concurso Sesi de Arte e Criatividade, em que venceu na categoria Arte Primitiva. Depois disso, Helena Vasconcelos participou de diversas mostras pelo Brasil, entre elas, da Bienal de Piracicaba em 2010, na Bienal Internacional do Pano de Prato, onde ganhou o Prêmio Célia Câmara com a obra O Sacro e o Profano.