Existe uma maneira certa de passar pelo luto? A resposta imediata que surge é que não, não existe uma fórmula pronta de como enfrentar a situação. Por que, então, é tão fácil julgar a maneira como uma pessoa está atravessando uma perda, mesmo com evoluções nas discussões sobre saúde mental? Na última semana, duas situações de luto vividas dentro do programa Big Brother Brasil (TV Globo) foram televisionadas: a do apresentador Tadeu Schmidt e a da participante e ganhadora da edição, Ana Paula Renault. Com a repercussão, o debate sobre a individualidade e subjetividade de quem está enlutado veio à tona. “Não existe uma forma única ou ‘correta’ de viver o luto. Cada pessoa sofre de acordo com sua história, vínculo afetivo, personalidade, crenças e momento de vida”, aponta o psicólogo Bruno Garrote. “Há pessoas que choram demais, outras ficam em silêncio, algumas precisam falar o tempo todo. No consultório, é comum atender pessoas que não sofrem apenas pela perda, mas também por sentirem que estão erradas de como estão sofrendo este luto”, diz.