O que era apenas um pequeno salão social deu origem ao palco do maior festival da cultura japonesa em Goiás. O engenheiro aposentado Junichiro Sado, de 83 anos, chegou à capital em 1960, aos 17 anos, para estudar no Lyceu de Goiânia. Foi também nessa época que conheceu o Kaikan, criado quatro anos antes pela geração de seus pais para reunir a pequena comunidade japonesa. “Fundaram e construíram um salão simples para esse convívio onde pude conhecer grande parte da comunidade”, lembra. Mais de seis décadas depois, Sado continua frequentando o espaço onde começou a construir sua história com a colônia japonesa. A história de Sado se mistura à própria trajetória do Clube Kaikan, cujos 70 anos serão celebrados na 24ª edição do Bon Odori, nesta sexta-feira (21) e sábado (22). O que começou como um espaço de encontro ficou pequeno com o crescimento da comunidade e acabou dando lugar à sede atual, no Conjunto Itatiaia. Sado acompanhou a mudança, participou de diferentes diretorias e foi presidente entre 2007 e 2008, durante o centenário da imigração japonesa. Hoje, como conselheiro, continua atuando na associação e praticando gateball. “Graças ao trabalho da minha geração conseguimos fazer com que a geração dos nossos filhos desse seguimento ao crescimento do nosso Kaikan”, afirma.