Um dos maiores clássicos do cinema, o filme Metrópolis, do diretor austríaco Fritz Lang, foi lançado em 1927, trazendo uma previsão de como seria o mundo em 2026, o ano da graça no qual acabamos de ingressar. E o futuro não seria bom. Metrópolis é uma ficção científica distópica, na qual as fronteiras entre o humano e o mecânico se borram. Na produção surge o primeiro androide da história do cinema, Maria, que na obra é chamado de Ser-Máquina, numa clara alusão filosófica e existencial sobre uma relação que se tornou mais estreita nos últimos cem anos. Uma interação que, no filme, serve também para oprimir e explorar os humanos e que é o motivo de eventos trágicos. É uma crítica ácida à glamourização da tecnologia e seu uso pelos poderosos, que concentram cada vez mais recursos e ambições.