O Globoplay traz no seu projeto de resgate de novelas clássicas um dos grandes sucessos de Cassiano Gabus Mendes e Maria Adelaide Amaral: Meu Bem, Meu Mal, originalmente exibida pela Globo entre 1990 e 1991. A obra já está disponível para os assinantes da plataforma. Ambientada em São Paulo, a trama é costurada por disputas de poder, traições em família e negociações. Meu Bem, Meu Mal foi a segunda novela de Cassiano Gabus Mendes no horário nobre. Famoso pelos sucessos na faixa das 19 horas, o veterano escritor havia tido apenas uma experiência com o público das 21 horas, quando escreveu Champagne, levada ao ar em 1983.O empresário e dono da Venturini Designers, Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte), é um homem ranzinza e ressentido com as decepções que sofreu na vida, como o adultério da falecida esposa, Maria Helena. Ele, inclusive, é obrigado a conviver com Ricardo Miranda (José Mayer), fruto de uma traição da sua mulher com seu melhor amigo. Lázaro faz tudo para comprar os 30% das ações da empresa que Ricardo possui, mas o rapaz não abre mão das suas cotas. Após seu filho, Cláudio Venturini (Herson Capri), morrer, o empresário traz sua irmã Valentina (Yoná Magalhães) de volta da Europa para que ela assuma a empresa. A chegada de Valentina atrapalha os planos da ambiciosa Isadora Venturini (Sílvia Pfeifer), viúva de Cláudio e amante de Ricardo, que não mede esforços para assumir a direção da Venturini Designers.Isadora mantém um caso com Ricardo, apesar de todos acharem que eles se odeiam. Em determinado momento da trama, Dom Lázaro descobre o caso da nora. Chocado, ele sofre um derrame, perde a fala e os movimentos, ficando preso a uma cadeira de rodas.Lima Duarte relembra a trama e comenta sobre a cena clássica em que Dom Lázaro Venturini, seu personagem, recupera a fala. “Como não me referir ao clássico ‘Eu quero é melão’? Quando me falaram que eu ficaria doente, pediram que eu pegasse toda a minha experiencia com o Assis Chateaubriand, porque eu passei os dois últimos anos da vida dele com ele, e ninguém entendia o que ele falava, só eu. Naquela cena e em nenhuma outra eu fui tão Assis Chateaubriand. Ele falava daquele jeito. Virou um clássico da teledramaturgia”, declara.