O diretor de teatro Bob Wilson, um dos nomes mais importantes da cena artística mundial, morreu na última quinta-feira (31), aos 83 anos, em Nova York. Reconhecido também por seu trabalho como diretor de óperas, iluminador, pintor, escultor e dramaturgo, Wilson teve a morte confirmada pelo Watermill Center, seu estúdio, por meio das redes sociais. Segundo o comunicado, a causa foi uma “doença breve, porém aguda”. Nascido no Texas em 1941, ele se mudou para Nova York nos anos 1960 e se tornou uma das principais referências do teatro experimental no mundo, inclusive com diversas montagens no Brasil. Wilson se formou em arquitetura e sempre lembrava não ter passado por qualquer escola de artes cênicas, que sempre considerou muito restritas. “Elas só nos ensinam a decorar”, dizia ele. Enveredou pelas artes plásticas e encontrou no teatro e na ópera um modo de reunir todas as formas artísticas. Célebre pelo apelo visual e pela encenação pontuada por silêncios, ficou conhecido pelo perfeccionismo, assinando também a cenografia e o desenho de luz de seus espetáculos. Suas montagens foram de Shakespeare a contemporâneos como Heiner Müller, de Umberto Eco a poetas concretistas como Christopher Know- les, e, na música, de óperas de Wagner a parcerias com Lou Reed e David Byrne.