Guitarrista exímio, pai amoroso, amigo brincalhão e uma perda irreparável para a música em Goiás. É assim que os amigos definem o músico Fridinho Borges (1982 - 2026), que morreu no último sábado (4), em Goiânia. A causa oficial da morte não foi confirmada. O velório e o sepultamento aconteceram no Cemitério Parque Memorial. Um dos guitarristas mais conhecidos da cena goiana de rock e blues, Fridinho integrava as bandas Pedra 70, Abluesados, Guetsu e Caroline and the Dogs, que fez um show no mês de março no Pelourinho pelo Claque Cultural. Também foi músico dos grupos Lady Raposa e Olho de Peixe, além de ter sido guitarrista do cantor Marcelo Nova. Sua carreira começou em 1994, aos 12 anos, tocando guitarra na banda Britkids, que interpretava versões dos Beatles. O grupo fez sucesso nacional, com participações em programas de TV como o Domingão do Faustão, Xou da Xuxa, Programa Silvio Santos, Programa do Jô e Domingo Legal, do Gugu.Em 1995, começou a tocar junto de seu pai, o também músico Fridão. Parceiro musical de Fridinho há mais de 20 anos, Moka Nascimento conta que ele se envolvia desde garoto com as pautas do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado de Goiás. “Eu sempre brinquei que ele era meu filho mais velho”, diz Moka, presidente do sindicato. “Eu o conheci quando ele tinha 5, 6 anos de idade e em 2005 começamos a tocar juntos. Ele sempre impressionou pelo timbre inconfundível da guitarra, que conseguia com apenas um pedal. Desde então, tocamos nos maiores festivais de Goiás, como o Canto da Primavera e o Fica, além de teatros, pubs e bares”, conta.Moka destaca que a perda de Fridinho para a música nacional e goiana é imensurável. “Ele era um ser humano raro. Quando tocava, a gente sentia a alma dele se expressando. Além de talentoso, o seu senso de profissionalismo era anormal”, lembra. A cantora Grace Carvalho também iniciou sua parceria musical com Fridinho no início dos anos 2000, com a primeira formação do Pedra 70. Após mudanças ao longo dos anos, o guitarrista estava oficialmente de volta à formação atual. “É muito fácil falar do Fridinho, porque ele era muito simples, amoroso, sempre com uma energia muito boa. Tocava com amor, nunca tocou por ‘apenas um cachê’. Em qualquer projeto ele entregava tudo que podia, era um apaixonado pela guitarra”, conta.