Cristóvão Tezza é um daqueles autores que parecem pinçar algum nervo que nos causa reações com a leitura de seus livros. É assim com O Filho Eterno, uma de suas obras mais conhecidas e na qual retrata os desafios enfrentados por seu filho com Síndrome de Down, e agora mais uma vez com Visita ao Pai, em que resgata a correspondência da figura paterna que ele perdeu precocemente aos 6 anos de idade, após um acidente. Um livro após o outro – e já são mais de duas dezenas deles, entre ficção, memórias, crônicas e até crítica literária, produção que advém de sua carreira de professor universitário –, ele vai consolidando seu espaço na literatura brasileira contemporânea, tomando para seu trabalho questões atuais, como as crises nacionais e até mesmo a pandemia, pano de fundo da obra Beatriz e o Poeta. Tezza é um dos participantes da programação do 7º Encontro Nacional de Escritores, realizado em Goiânia, numa mesa-redonda sobre literatura e o diálogo entre culturas, que será realizada nesta sexta-feira (29), às 16 horas, no Sesc Cidadania, no Jardim América. Nesta entrevista exclusiva ao POPULAR, o autor comenta sobre sua criação literária, como vê o futuro da literatura, fala dos desafios de abordar temas pessoais e afirma que o livro jamais vai acabar.