Entre a poeira do Cerrado, as ruínas da memória e imagens que parecem sobreviver ao tempo, o cineasta e artista visual Rafael de Almeida apresenta Terra Vermelha, seu primeiro livro. Publicada pela Editora Patuá, a obra nasce do encontro entre poesia, fotografia e inteligência artificial para construir uma experiência sensorial marcada pela repetição e permanência da terra sobre os corpos e as lembranças. A publicação será lançada nesta sexta-feira (15), às 17 horas, na Fargo - Feira de Artes de Goiás, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Concebido inicialmente como um livro de artista produzido manualmente, o projeto partiu de imagens que simulam fotografias antigas, posteriormente manipuladas com cianotipia, desgaste físico e aquarela feita com terra. A escrita veio depois, ocupando o espaço não como legenda ou explicação das imagens, mas como tensão. “Os poemas muitas vezes desviam aquilo que a imagem parece afirmar”, afirma o autor.