Poucos cineastas influenciaram tanto a forma como a humanidade imagina a possibilidade de vida fora da Terra quanto Steven Spielberg. Décadas após transformar encontros com seres de outros mundos em marcos da cultura pop, o diretor volta ao tema em Dia D, longa-metragem que estreia nesta quinta-feira (11). Na trama, uma meteorologista é tomada por uma força desconhecida durante uma transmissão ao vivo, desencadeando uma série de eventos que colocam em xeque versões oficiais mantidas por governos ao redor do mundo. O enredo parte de uma hipótese recorrente na ufologia: a de que informações sobre possíveis inteligências não humanas teriam sido ocultadas do público por décadas. A premissa dialoga com uma discussão que, nos últimos anos, deixou de se restringir à ficção científica. Audiências no Congresso dos Estados Unidos, a divulgação de documentos desclassificados e o reconhecimento, por parte de governos, da existência de fenômenos aéreos sem explicação consensual ajudaram a recolocar o tema no debate público. O que permanece em disputa é a interpretação desses registros: seriam apenas ocorrências ainda não explicadas ou evidências de algo mais?