A partir desta segunda-feira, o público vai poder matar a saudade dos personagens de Novo Mundo, que volta em uma edição especial na grade da Rede Globo, na faixa das 18 horas. E quem não teve a oportunidade, em 2017, também vai embarcar em uma jornada de lutas e aventuras, que vai transformar vidas e interferir diretamente no rumo da história: a que está nos livros e a que ficou guardada no coração de quem viveu naquela época.Há quase 200 anos, uma travessia grandiosa do Atlântico trouxe a arquiduquesa austríaca Leopoldina (Leticia Colin) ao Brasil para tornar-se a esposa de d. Pedro I (Caio Castro) e personagem fundamental no processo de independência do País. Nessa mesma viagem, dois jovens se apaixonam e despertam para o Brasil que encontram. Na trama, o romance ficcional entre a professora de português Anna Milmann (Isabelle Drummond) e o ator Joaquim Martinho (Chay Suede) se entrelaça à luta do Brasil pela construção de uma nação independente. Novo Mundo é uma aventura romântica ambientada no Brasil do início do século 19, entre 1817 e 1822, escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, com direção artística de Vinícius Coimbra, juntos também na criação e no desenvolvimento de Nos Tempos do Imperador, que teve sua estreia adiada por conta da pandemia do novo coronavírus.Anna é uma escritora inglesa que tem a missão de acompanhar Leopoldina e ensinar a nova língua para a futura princesa. Joaquim é um atrevido ator de commedia dell’arte, que embarcou no navio por acaso e se tornará o herói dessa história por ter como principal missão na vida o bem comum. Ao cruzarem seus destinos, terão de lutar contra muitos obstáculos para ficarem juntos. No seu encalço, o oficial inglês Thomas Johnson (Gabriel Braga Nunes), que vê em Anna o melhor cartão de visitas para suas ambições. O casal se envolverá intensamente nos acontecimentos que culminam na separação do Brasil de Portugal, ao lado de d. Pedro I e Leopoldina, em um período em que o Brasil já havia deixado de ser colônia para ser um reino unido a Portugal.Ponte naturalPara os autores, a volta da novela no horário é uma oportunidade de trazer alegria para o público que está em casa e fazer uma ponte natural para a próxima trama que vai estrear. “As pessoas vão conhecer personagens que em Novo Mundo eram crianças, cresceram e terão suas tramas desenvolvidas em Nos Tempos do Imperador. Vão poder entender melhor d. Pedro II, criado para ser tão diferente do pai, e ver a diferença entre o Brasil de 1820 e o de 1860”, afirma Alessandro. “Temos um amor enorme por essa novela, que, além de ter sido nossa estreia como autores titulares, foi muito bem recebida pelo público. É uma oportunidade de refrescar a memória de quem já assistiu e cativar um público futuro para a próxima. Novo Mundo é uma novela cheia de aventura, romance, muito humor e personagens que ficaram muito queridos de todos. E ainda fala de um herói, Joaquim, que luta pelo bem coletivo, tudo que esse momento de pandemia pede”, complementa Thereza.Os autores destacam também dos personagens que são campeões nas lembranças deles e do público, como Elvira (Ingrid Guimarães), Germana (Vivianne Pasmanter), Licurgo (Guilherme Piva), Leopoldina e citam com carinho os núcleos da trama. “Adorávamos escrever para o trio Germana, Licurgo e Elvira porque podíamos fazer quase tudo com eles. Leopoldina cativou demais o coração das pessoas e, nesse sentido, sabemos que foi muito importante para ela ter sua história conhecida por milhões de brasileiros. Deixou saudades também o jeito impulsivo de Pedro, tão novelesco! Além de Anna e Joaquim, casal mais que querido, romântico e responsável, assim como os piratas, Miss Liu (Luana Tanaka), os índios, o núcleo de empregados da Quinta, Amália (Vanessa Gerbelli), Dr. Peter (Caco Ciocler), Cecília (Isabella Dragão), Libério (Felipe Silcler), Diara (Sheron Mennexes), Wolfgang (Jonas Bloch) e todos que fizeram parte dessa história”, lembram Thereza e Alessandro.Já Vinícius Coimbra ressalta o quanto foi importante levar a história do Brasil para o povo brasileiro. “Vivemos tempos marcados pela descrença, pelo desânimo com os rumos do País, e a novela retratava o nascimento dessa grande nação, tentando resgatar o orgulho de ser brasileiro. Levar isso para as pessoas foi especial”, ressalta o diretor artístico.