O presidente dos EUA, George W. Bush, estava assistindo a uma apresentação infantil em uma escola da Flórida na aprazível manhã de 11 de setembro de 2001. Um assessor ansioso se aproxima e cochicha algo no ouvido do mandatário, que instantaneamente fixa o olhar no vazio e exibe uma expressão incrédula. Intermináveis instantes se passaram até ele, finalmente, se levantar e sair, numa operação de emergência que o país mais poderoso do mundo jamais havia visto. Afinal, desde o bombardeio japonês de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, que levou os norte-americanos à 2ª Guerra Mundial, a América, como gostam de dizer, não havia sofrido um ataque de grandes proporções em seu território. Era exatamente isso que estava acontecendo naquele dia, em suas duas principais cidades. O olhar atônito do presidente Bush, como se custasse a acreditar no que estava ocorrendo, foi a expressão do mundo todo. Apenas uma imagem capta o momento exato em que tudo começou, com o Boeing 767 da American Airlines, que ia de Boston para Los Angeles, atingindo em cheio a torre norte do complexo do World Trade Center, um dos edifícios mais altos e conhecidos do mundo. Uma equipe francesa, formada pelos irmãos Jules e Gédéon Naudet, fazia um documentário sobre o trabalho dos bombeiros em uma das grandes metrópoles do planeta quando um som sinistro chamou a atenção de todos. A aeronave voava estranhamente em baixa altitude, para em seguida desaparecer na estrutura de aço, ferro e vidro da imponente construção. Um novo tempo começava ali.