A faca corta antes mesmo de encostar. É assim que se apresenta um bom wagyu: a gordura entremeada derrete com o calor da chapa antes que o garfo chegue à boca. Em Goiânia, cidade da pecuária e do churrasco em qualquer comemoração, esse corte nobre japonês vem conquistando os cardápios e mostra que a influência nipônica na gastronomia não parou no sushi e no sashimi dos restaurantes da capital. Wagyu é o nome dado a um grupo de quatro raças bovinas desenvolvidas e selecionadas no Japão, entre elas a Japanese Black, conhecida pela capacidade de acumular gordura entre as fibras musculares, formando o chamado marmoreio. É essa gordura intramuscular, distribuída de maneira característica, que ajuda a dar à carne sua maciez, suculência e sabor marcante e fez dela uma das mais valorizadas da gastronomia. Para Geraldo Ribeiro, chef executivo do Pobre Juan, o consumidor que pede o corte pela primeira vez costuma chegar movido pela curiosidade. Quer entender por que uma carne pode custar tanto mais do que um corte tradicional e o que há de diferente nela. A resposta aparece na primeira mordida, segundo ele.