No Brasil, era de se esperar que o açúcar e o álcool da cana – que nos deu (e dá) nome, prestígio e referência histórica mundial – viessem se misturar à fartura das frutas que mamãe natureza nos alocou. O gosto natural pelos contrastes fez com que o ácido limão os procurasse com mais sucesso. Com o gelo que afugenta o calor dos trópicos, fez-se a caipirinha, de fama que corre o mundo enebriando os gringos. O limão dos europeus é aquele amarelo, de casca mais grossa e suco mais delicado, ligeiramente menos ácido. A língua inglesa o chama de lemon, distinguindo-o do nosso verdinho, a quem alcunham lime. Os amarelinhos do sul da Itália (sicilianos) são conhecidos pela sua alta qualidade, de suco e sabor. No sul da Itália, na belíssima costa amalfitana, acompanhando as estradas sinuosas, os limões femminello santa teresa abundam, em especial às proximidades de Sorrento. Ali também foram em busca do álcool e do açúcar – que nós e os caribenhos colonos subjugados tornamos populares – para constituírem uma rica, saborosa e popular bebida: o limoncello.