A arte existe porque a vida não basta. A frase do poeta Ferreira Gullar está bordada em letras garrafais em um vestido feito pela artista Lara Cristina, de 56 anos. “Fui professora de natação e hidroginástica até um ano atrás. Só agora estou vivendo da minha arte”, brinca a goiana, que se apaixonou pelos saberes manuais. Ela e outras profissionais participam da Semana de Arte Têxtil, que ocupa o Centro Cultural Octo Marques. Como forma de propagar a arte ancestral das linhas, como o bordado e o tricô, além de reiterar técnicas e saberes, Lara tem celebrado a tradição milenar passada de geração em geração. Na infância, ela tinha aulas de artes manuais no Colégio Auxilium, em Anápolis. “Eu sempre bordei como hobby, e agora estou trabalhando com cursos dessa atividade. Gosto de palavras. Quando vejo uma imagem ou objeto que me inspira, a frase já se apresenta e o bordado surge”, conta.