Há algo de monumental no silêncio da antiga subestação da Celg, no Setor Leste Universitário. Desativado desde o fim dos anos 1990, o prédio ainda guarda grandes equipamentos, cabos e estruturas que um dia foram responsáveis por controlar a energia que chegava a Goiânia. O cenário parece ter saído de um filme retrofuturista dos anos 1950, com sua parafernália de botões, medidores e painéis. É esse espaço que será transformado no Memorial da Energia do Brasil Central, projeto que pretende unir restauro, patrimônio, tecnologia e educação. A proposta é recuperar o edifício e, ao mesmo tempo, criar uma experiência capaz de aproximar o público da história da energia e das transformações provocadas por ela no território. O projeto está em desenvolvimento e passa pelas etapas de aprovação junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), visto que o prédio é tombado pelo Estado. A previsão é que as obras sejam concluídas em um prazo de cinco anos, em um trabalho realizado pela Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).