As obras no Palácio Alfredo Nasser, antigo prédio da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), no Bosque dos Buritis, acenderam o alerta entre arquitetos e especialistas em patrimônio: alterações recentes, como o fechamento dos pilotis e a manutenção das grades, rompem com os princípios modernistas que orientaram sua criação e ameaçam a integridade de um dos principais exemplares da arquitetura pública de Goiânia. O edifício está em obras desde 2024 para sediar o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM). O órgão ganhou a disputa pelo prédio mesmo após mobilização pública e manifestações que desejavam que o local se tornasse o ‘Palácio da Cultura’. De acordo com o TCM, a reforma está avaliada em “cerca de R$ 20 milhões” oriundos do próprio tribunal. A obra teve contrato rescindido no ano passado com a empresa Egecon e, desde o início deste ano, quem executa a ação é a empresa Correta.