No domingo, 5 de julho, o Brasil voltou a ser eliminado de uma Copa do Mundo, como vem acontecendo há quase um quarto de século. Depois que os demônios germânicos nos rogaram a praga dos 7 a 1, pouco emergimos dos fundos do abismo em que o escrete brasileiro parece instalado, sem que apareça um Virgílio capaz de conduzir o nosso Dante para fora do inferno futebolístico. Quem torce com paixão tem seus rituais. Nada melhor que reunir a família em torno de uma partida de futebol, entre bandeiras, bebidas e salgadinhos. A admiração passa de avô para neto e chega ao ritual de montar, juntos, um álbum de figurinhas da Copa. Nesse domingo, tive que secar escassas lágrimas envergonhadas diante da dolorosa desclassificação do Brasil enquanto minha filha consolava meu neto de quase 8 anos, que estava aos prantos.