Dorso reto demais, narinas pinçadas e ponta afinada e arrebitada formaram, por anos, o padrão visível de quem passava por uma rinoplastia. Um dos procedimentos mais realizados no País, a cirurgia que remodela o nariz, seja por estética ou por função, como nos casos de desvio de septo e dificuldades respiratórias, raramente passava despercebida. Isso tem mudado. A lógica tem sido abandonar o padrão rígido e se aproximar da individualidade. Em vez de um modelo ideal, cresce a busca por um nariz que faça sentido no próprio rosto. “Me indicaram o médico justamente porque ele não segue aquele molde que todo mundo faz”, conta a advogada Mayara Camejo, de 36 anos, que operou em abril de 2024. O incômodo era pontual: a ponta do nariz, com tendência a cair, ficava cada vez mais mole. Não era uma insatisfação profunda com o próprio rosto, mas um detalhe que ela sabia que corrigiria em algum momento. O casamento, marcado para agosto, adiantou a decisão. No mesmo procedimento, corrigiu uma pequena giba, proeminência de osso e cartilagem no dorso nasal, e um desvio de septo. O resultado agradou.