O feijão é um alimento típico e, por muitos anos, a sua combinação com arroz foi - e ainda é - a alimentação base da maioria dos lares brasileiros. Mas o seu consumo já não é tão frequente como antes. A redução vem chamando a atenção. O seu valor elevado nos últimos tempos pode ser um dos motivos. Mas essa diminuição do consumo também se deve a outros fatores, como falta de tempo, preferências por fast foods e produtos congelados, falta de conhecimento de como fazer e até mesmo medo da famosa panela de pressão. O intuito da coluna desta quarta é incentivar o consumo desse alimento tão nutritivo e afetivo. A verdade é que se tivesse um feijão quentinho e pronto na mesa todos os dias, a maioria das pessoas optariam por adicioná-lo no prato. Se você não come ou parou de comer, espero que mude de ideia ainda hoje. Existem vários tipos de feijões, mas os mais comuns são os feijões carioca, o preto, que é mais comum no Sul e Sudeste, e o fradinho, mais consumido na região Nordeste. Independentemente do tipo de feijão da sua escolha, a melhor decisão é ele fazer parte da sua rotina alimentar pensando não só em sabor, mas em saúde. Os feijões em geral possuem baixa densidade calórica, ou seja, você pode consumir em boas quantidades sem prejudicar a sua dieta caso esteja visando o emagrecimento. Às vezes, uma simples inclusão de feijão no almoço já ajudará você a reduzir os beliscos do período da tarde, que é um momento crítico para muitas pessoas. Claro que vale lembrar que a forma de preparo faz diferença nesse ponto. Adicionar muita gordura no preparo ou adicionar bacon, linguiça e outras fontes de alimentos gordurosos não é o ideal. No mais, eles são ricos em fibras que auxiliam na saciedade e na melhora do funcionamento intestinal. São fonte de ferro, magnésio, cálcio, potássio, folato e zinco. Além de serem fontes de proteínas vegetais, ótima opção para complementar as proteínas diárias sem elevar a ingestão de gordura saturada que aumenta o risco de doenças cardiovasculares provenientes das proteínas de fontes animais.Vegetarianos e veganos podem se beneficiar ainda mais desse consumo, pois a presença de fitatos nessa leguminosa pode atrapalhar a absorção de alguns nutrientes contidos nele, além de ser um dos motivos para geração de desconfortos intestinais como gases.Portanto, a técnica de remolho ajuda a reduzir essas substâncias. Para isso, coloque o feijão de molho e troque a água de tempos em tempos e, na hora da preparação, descarte toda a água e coloque uma água “nova”. A combinação arroz e feijão é perfeita para termos uma proteína completa. Mas, atenção às preparações.O ideal é preparar com temperos naturais como alho, cebola e sal moderado.A folha de louro pode trazer aroma e ainda mais sabor. Porém, lembre-se de removê-la na hora de consumir. Para perder o medo de preparar, busque utilizar panelas elétricas e panelas de pressão com selo do Inmetro e leia atentamente as instruções antes de utilizá-las. Para quem quer praticidade, o ideal é fazer uma panela cheia, temperar e congelar em porções para não ter de cozinhar todos os dias. Para quem prefere o feijão com sabor mais fresco, opte por congelar sem temperar e temperar na hora do consumo. Congelar os grãos sem tempero aumenta a durabilidade. Quanto ao valor do feijão, vale a pena rever alguns custos desnecessários no seu dia a dia para incluir esse alimento tão maravilhoso e saboroso na sua dieta.