Whey protein, bebidas enriquecidas com proteínas, barrinhas de proteínas, iogurte rico em proteínas, pão com proteínas, doce com proteínas, água com proteínas e até mesmo cerveja com proteínas. Já tem alguns anos que o consumo de proteínas virou item indispensável para quem vive uma “vida fitness”. E, claro, a indústria aproveitou o hype para lançar diversos produtos que possuem esse nutriente, porque sabe que o lucro é certo. Antes de começar a falar sobre esse assunto, é importante deixar claro que a indústria não é totalmente vilã. Por causa dela, temos acesso a diversos alimentos, suplementos e medicamentos importantes. Em contrapartida, ela também visa o lucro e está sempre buscando lançar produtos em que ela sabe que o retorno financeiro é certo, mesmo que sejam de eficácia duvidosa. E nós, como seres sociais que somos, vamos nos influenciar facilmente pelo que está na moda. Nesse caso, a vida fitness e o consumo exagerado de proteína. De fato, ela tem sua importância. Seu consumo auxilia na manutenção e ganho de massa muscular, saciedade para quem busca o emagrecimento, mantém a saúde do cabelo e das unhas, entre outras funções metabólicas. Mas, apesar de todos esses benefícios, seu consumo não precisa ser exagerado, até porque o corpo humano tem um limite para aproveitá-la de forma efetiva, eliminando todo o excesso, ou seja, nesses casos a regra de “quanto mais, melhor” não traz benefícios extras. Lembrando que a quantidade indicada para cada pessoa depende do seu contexto de vida e dos objetivos. Outro problema que vejo é que ela vem sendo “endeusada” como se o seu consumo fosse o único ponto que tornaria um indivíduo saudável. E isso pode levar a diversos problemas, pois uma vida saudável depende de diferentes fatores. E, quando consideramos a alimentação, isso inclui o consumo de frutas, legumes e verduras, que por vezes têm seu consumo limitado quando o consumo proteico ocupa um espaço excessivo na dieta pois, além do seu alto poder de saciedade, as frutas e os vegetais, muitas vezes, são menos valorizados por não estarem diretamente associados a resultados estéticos, por exemplo. E, por fim, a praticidade de muitos produtos proteicos favorece seu maior consumo. Os produtos ricos em proteínas, muitas vezes, são automaticamente associados a algo saudável somente por contê-la (até mesmo bebidas alcoólicas que não têm benefício algum para a saúde, pelo contrário). Muitos produtos ricos em proteínas são também ricos em gorduras saturadas, sódio, aditivos e pobre em fibras que acabam fazendo com que ele não seja uma opção tão saudável quanto parecem. Portanto, deve-se considerar também a qualidade do que se escolhe consumir.Por isso, verifique sempre os ingredientes e a tabela nutricional e avalie o custo-benefício para seu contexto de vida, afinal, esses produtos tendem a ser mais caros. Já para quem não consome esses produtos, mas exagera na proteína de origem animal, como as carnes, fica aqui um alerta! O consumo excessivo de gorduras saturadas presentes nesses e em outros alimentos leva ao aumento do colesterol e está associado a um maior risco de eventos cardiovasculares.