Bebida milenar, o chá faz parte da memória afetiva de muita gente. Seja para aquecer os dias frios, acompanhar uma conversa ou aliviar um desconforto, ele sempre foi sinônimo de acolhimento. O que muitos ainda não perceberam é que ele vive uma nova fase, impulsionada por consumidores mais curiosos e por um mercado que passou a enxergá-lo muito além da xícara. Quando começou a estudar chá, a especialista Juliana Kava, embaixadora da Semana da Cultura do Chá em Goiânia, costumava explicar por que havia escolhido trabalhar com a bebida. Na época, ela era vista quase exclusivamente como um aliado da saúde ou dos dias frios. “Meu trabalho era apresentá-lo como um produto gastronômico”, conta. Aos poucos, porém, Juliana percebeu que a curiosidade dos consumidores aumentou à medida que eles descobriam a diversidade de aromas, sabores e formas de preparo.