“É uma festa em torno da palavra.” É assim que Gregorio Duvivier define O Céu da Língua, solo teatral que chega a Goiânia domingo (30) e segunda-feira (31). A métrica, o decassílabo, a poesia escondida na fala comum e a capacidade de criar sentidos por meio da linguagem são matéria-prima do espetáculo, escrito pelo ator em parceria com a diretora Luciana Paes. No palco, a língua portuguesa deixa de ser assunto de aula para virar humor, música, reflexão e performance. As sessões serão no Teatro Rio Vermelho. Longe de ser um recital de poesia ou um stand-up convencional, a montagem ocupa justamente a fronteira entre os dois formatos. Duvivier brinca com metáforas, figuras de linguagem, transformações do idioma, reformas ortográficas e gírias que desaparecem e reaparecem com novos significados. A proposta é mostrar que a poesia não está restrita aos livros ou aos versos consagrados, mas também aparece, muitas vezes sem que percebamos, na maneira como falamos. O título parte dessa ideia ao fazer referência ao “céu da boca”, como se a poesia estivesse escondida no próprio aparelho que usamos para produzir a linguagem.