Prestes a completar 60 anos em abril, o cantor e compositor Zeca Baleiro se apresenta em Goiânia nesta sexta-feira (27), como atração principal da reta final da maratona artística Claque Cultural. O evento ocupa o Centro de Excelência do Esporte, anexo ao Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira. No palco, Baleiro apresenta um show que percorre diferentes fases da carreira, sem a lógica do repertório fixo. “Costumo dizer que nunca repito o repertório do show. Até minha banda já sabe disso. Então, minutos antes, horas antes, eles me perguntam, porque sabem que sempre vai ter uma surpresa”, contou em entrevista ao POPULAR. O resultado é um recorte que dialoga com a memória do público, mas também abre espaço para canções mais recentes e releituras. Na entrevista, o artista fala sobre os caminhos que moldaram sua obra e a recusa a um projeto estético fechado. A diversidade, segundo ele, nunca foi um plano de carreira, mas consequência de uma formação marcada por referências múltiplas e de forte influência da família. O humor, presente desde o início, segue como instrumento de crítica, embora ele reconheça que, em tempos de leitura literal e baixa mediação simbólica, a ironia passou a exigir mais cuidado. Confira trechos: