As oficinas de impressão dos anos 1930 eram praticamente irrespiráveis. Quase 90 anos atrás, levar um jornal ao público era um desafio não só em busca da informação, mas também contra os perigos à saúde que aqueles processos de produção apresentavam aos envolvidos. Em um trabalho praticamente artesanal, as palavras e as frases, por meio de metais pesados e temperaturas altas, iam se formando, num quebra-cabeças composto por alguma imagem ou ilustração inserida nas reportagens mais importantes, por títulos que não eram ainda tão valorizados, por textos que, até serem escritos, passavam por uma série de filtros e dificuldades, apurados e redigidos à moda antiga. Uma realidade bem diferente da de hoje, com as inúmeras inovações acrescentadas desde então. Fundado em 3 de abril de 1938 pelos irmãos Jaime Câmara, Joaquim Câmara e Vicente Rebouças, O POPULAR, nesses 88 anos de história, viu surgir e desaparecer uma série de tecnologias relacionadas ao jornalismo, adaptando-se a todas elas, dos tipos móveis usados na chamada impressão a quente, feita com chumbo, à Inteligência Artificial de agora, passando pelas revoluções trazidas pelas imagens, pela informatização das redações, pela migração para os ambientes digitais da internet. Os computadores aposentaram as tradicionais máquinas de escrever. O POPULAR introduziu a informatização em suas rotinas produtivas na primeira metade da década de 1990. Quando a internet chegou ao Brasil, em 1995, não demorou para que a redação também ficasse conectada.