O primeiro passo foi procurar um médico. Depois, Mariana Batista Rocha buscou uma nutricionista para melhorar a alimentação e incorporou a atividade física à rotina. “Eu precisava emagrecer”, conta, depois de perceber que havia chegado ao manequim 42. Em agosto de 2025, ela tomou a primeira dose da caneta para emagrecer e iniciou um processo que, desde então, é acompanhado por uma equipe multidisciplinar. “O medicamento foi apenas uma parte da mudança”, explica. A história de Mariana, porém, está longe de ser a realidade de muitas pessoas que recorrem às chamadas canetas emagrecedoras. Com a popularização de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, esses produtos passaram a ser vistos por muita gente como uma solução mágica para perder peso. O problema é que, sem acompanhamento médico e, em alguns casos, sem sequer saber a procedência do medicamento, o que parece um atalho pode trazer riscos à saúde e complicações que vão muito além da balança.