Respirar pelo nariz parece um ato tão automático que poucas pessoas percebem sua importância até que ele se torne difícil. Há cerca de dois anos, a assessora Rafaela Avelar de Queiroz, de 40 anos, passou a conviver com a sensação frequente de nariz entupido. Para aliviar o desconforto, encontrou nos descongestionantes nasais uma solução rápida. O que começou como uma medida pontual acabou se transformando em hábito. “Não existe um horário específico para usar. Recorro ao medicamento sempre que sinto o nariz congestionado. Acabo utilizando várias vezes ao longo do dia”, confessa. Mesmo consciente dos riscos, Rafaela admite a dificuldade em abandonar o produto. “Tenho plena consciência dos riscos do uso frequente desse tipo de medicamento. No entanto, quando meu nariz começa a congestionar, a necessidade de respirar fala mais alto. Fico tão incomodada que parece até que perco a capacidade de pensar com clareza”, conta. Para evitar problemas, ela reforçou o contato com especialista para fazer o uso sob orientação médica.