Quando recebeu a notícia de que havia concluído o tratamento contra o câncer de intestino, a professora Fernanda Kátia, de 47 anos, acreditou que finalmente retomaria a vida que tinha antes da doença. Diagnosticada em abril de 2021, ela passou por uma verdadeira batalha que incluiu cirurgia e seis meses de quimioterapia até chegar ao momento mais esperado: a alta do tratamento. A comemoração, porém, veio acompanhada de uma descoberta que muitos pacientes só fazem depois da cura: o fim do tratamento do câncer não representa o fim dos cuidados. “Imaginei que voltaria a cuidar da casa e da família como antes, mas infelizmente nosso corpo nunca mais é o mesmo após as quimioterapias”, relata. As dormências nas pernas e nos pés, a fraqueza e os impactos emocionais fizeram com que mudasse hábitos.