O Viver Sertanejo deste domingo (30) promove um encontro entre a música paraguaia e a sertaneja brasileira. Daniel recebe as cantoras Perlla e Fiorella para uma conversa sobre as conexões entre os dois países, as influências que atravessaram fronteiras e os ritmos que aproximam suas culturas.Perlla, artista paraguaia que construiu uma carreira também no Brasil, fala sobre sua trajetória e sobre a relação com a música brasileira. Ao lado de Daniel, ela interpreta Merceditas, canção que representa uma das pontes entre a música latino-americana e o repertório sertanejo, e comenta ainda a experiência de ter gravado o hit Fernando.Fiorella, também paraguaia, com forte atuação no sertanejo brasileiro, destaca as diferenças e aproximações entre as sonoridades dos dois países. “No meu ponto de vista, a música paraguaia é diferente da brasileira, até por causa do tupi-guarani. A guarânia é uma das melodias mais lindas”, afirma. A cantora lembra ainda que conheceu o trabalho de Perlla ainda criança: “Ouvi falar muito da Perlla, porque ela foi a primeira artista paraguaia que saiu do Paraguai para o Brasil. Eu tinha 12 anos quando ouvi falar dela”.A conexão de Fiorella com o universo sertanejo também passa por Barretos. A cantora fala sobre da Festa do Peão e revela outra paixão além da música: o laço comprido, modalidade esportiva e tradicionalista em que o cavaleiro, montado a cavalo, precisa laçar um boi solto na pista. No programa, ela canta com Daniel Corazón Partío.Para celebrar a união entre as culturas e a música dos dois países, Daniel, Perlla e Fiorella se reúnem no palco para interpretar Índia, clássico que se tornou um dos grandes símbolos da presença da música paraguaia no repertório brasileiro e ganhou inúmeras versões ao longo das décadas. O programa também mergulha no universo dos rodeios com Ana Cláudia Garcia de Faria, uma das mais famosas e pioneiras madrinheiras do país. Responsável por atuar na segurança dos competidores durante as provas, a madrinheira entra em ação para resgatar o peão após a montaria. Ana Cláudia conta que começou a madrinhar aos 11 anos e, em Barretos, iniciou sua trajetória aos 13. Filha de tropeiro, ela cresceu cercada pelo universo dos cavalos e dos rodeios — o pai atua como tropeiro há mais de 60 anos.Apresentado por Daniel, o Viver Sertanejo vai ao ar aos domingos, depois do Globo Rural. Tem produção de Nathália Pinha, produção executiva de Matheus Pereira, direção de Rafael Boucinha, direção artística de Gian Carlo Bellotti e direção de gênero de Monica Almeida.