Dos 81 anos de vida de Waldomiro de Deus, 60 são dedicados à arte. Ao longo das décadas, muito do reconhecimento nacional e internacional que conquistou chegou até ele. Boa parte, no entanto, passou despercebida ou não havia sido documentada até o último ano e meio. Nas pesquisas de Enock Sacramento e Edemm Shalon, filho do artista plástico que é um dos maiores nomes da arte naïf brasileira, o processo veio carregado de emoção. Para celebrar e registrar essa história, o Museu de Arte de Goiânia (MAG) abre nesta segunda-feira (4) a exposição Waldomiro de Deus - 60 Anos de Pintura, às 19 horas. A curadoria é do crítico de arte Enock Sacramento, também autor da biografia Waldomiro de Deus (Editora X), que será lançada durante a individual. O museu está ocupado por 65 obras que revisitam toda a carreira do artista desde que começou a pintar, na década de 1960. A visitação é até o dia 14 de setembro. As obras integram o acervo do MAG, do próprio artista, de seu filho Edemm Shalon e de outros colecionadores. Entre os destaques, está a monumental A Ilha de Patmos (2016), a maior já produzida por Waldomiro, que mede 1,6 metros por 5,2 metros.