O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve argumentar que o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) ignorou evidências e chegou a conclusões arbitrárias ao propor uma tarifa de 12,5% contra o Brasil por supostas falhas no combate ao trabalho forçado. A gestão Lula tem até esta segunda-feira (6) para enviar comentários por escrito ao USTR no âmbito da investigação comercial contra 60 países, entre eles o Brasil, sobre uma alegada falha para "impor e fazer cumprir de forma eficiente uma proibição contra a importação de bens produzidos com trabalho forçado". Paralelamente, o Brasil é alvo de uma investigação específica do USTR por adotar ações comerciais consideradas injustas pelos americanos —nesse segundo caso, que abrange o Pix, o tarifaço sugerido é de 25%.