A Estônia acusou nesta terça-feira (29) a Rússia de ter incendiado uma fábrica de drones terrestres usados pela Ucrânia em sua guerra contra a invasão promovida por Vladimir Putin em fevereiro de 2022. Com isso, a nação báltica tornou-se, depois da Alemanha, o segundo país integrante da aliança militar Otan a responsabilizar de forma direta Moscou por um ataque contra seu território. O Kremlin negou a imputação, dizendo que já nem leva tal discurso em consideração. "O ataque incendiário à Milrem Robotics foi ordenado pelos serviços especiais russos", afirmou o primeiro-ministro estoniano, Kristen Michal. O fogo ocorreu na fábrica da empresa na capital Tallinn, na noite de 14 para 15 de agosto. "Isso é parte da campanha mais ampla em toda a Europa para nos intimidar e reduzir nosso apoio à Ucrânia. Não vai funcionar", completou Michal, que anunciou um inquérito criminal ainda em curso sobre o episódio.