Entre esperança e desalento, as imagens das três primeiras reféns do Hamas deixando o cativeiro na Faixa de Gaza após 471 dias também reabriram feridas que exemplificam o trauma nacional do 7 de Outubro em Israel. Para Sigal Halifa, 54, "a felicidade veio com um sentimento de tristeza". Seu caso é emblemático da complexa rede de emoções que o ataque do grupo terrorista ainda provoca no país. Ela é mãe de Gaya, 24, que morreu ao fugir do cerco do Hamas ao festival de música eletrônica Nova, no deserto perto de Gaza, onde tombaram 383 pessoas. A seu lado estava sua melhor amiga, Romi Gonen, então com 23 anos, uma das três reféns que o grupo terrorista palestino libertou na primeira leva do acordo com Israel no último domingo (19). Governo de Israel aprova acordo, e cessar-fogo deve começar no domingo